

Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
Fotograma do filme Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira
A programação do Momento Treze do Ciclo O SABOR DO CINEMA - que pelo sétimo ano consecutivo se propõe chamar e cativar novos públicos para o Cinema - obedece ao duplo imperativo de reflectir sobre a função / o funcionamento das imagens - em consonância com o quadro temático que anima este ano o trabalho do Serviço Educativo - e de estudar a transformação do olhar sobre os objectos em olhar objectivado - numa tentativa de agarrar a imperdível oportunidade de estabelecer um diálogo com a exposição Robert Rauschenberg, patente no museu até finais de Março.
Apostados em honrar públicos já fidelizados e em chamar ao nosso círculo de espectadores-conversadores os muitos mais olhares que gostaríamos de trazer a este ciclos, é nossa preocupação prosseguir e aperfeiçoar o dispositivo de projecção-conversa, por um lado, e privilegiar não apenas a divulgação de obras de referência como a apresentação de experiências cinematográficas cujos resultados são menos conhecidos porque pouco ou nada difundidos nos circuitos de distribuição comercial, por outro. Na estimulante companhia de cineastas fora do baralho como Mekas, Vertov, Deren, Allen, Erice, Godard, descobriremos o trabalho de geniais experimentadores como Léger, Cunningham, Cage e Keersmaeker, questionando ainda e sempre, através de imagens-pensamento, a triste via do pensamento único.

O cinema faz-se com imagens e sons registados em suporte que permite reproduzi-los. Pese embora essa sua característica essencial, as imagens e os sons dos filmes que têm reflectido sobre estes e outros tempos estão sujeitos à voragem de esquecimento que afecta as obras humanas, independentemente do seu fulgor, oportunidade e actualidade. O SABOR DO CINEMA é um ciclo destinado a gente a crescer que propõe o visionamento e a discussão de filmes de todos os géneros, origens, épocas e durações. Para que esses mesmos filmes - por razões de ordem vária notáveis - continuem a produzir pensamento(s) fora dos trilhos do mercado audiovisual.
O tema do «jardim» paira ainda sobre este Momento XII. O planeta tem sido jardim - aprazível ou sinistro - da espécie humana. Interroguemos a maneira como os humanos «ajardinam» os seus territórios para melhor os e nos percebermos...
Programação: Os Filhos de Lumière